sexta-feira, 15 de junho de 2012

Drummond


 

Começando essa sessão de postagens, gostaria de iniciá-la com esse poema de Carlos Drummond de Andrade:

 

 

  

 

 

Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.
Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.
As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão
Mas as coisas findas
muito mais que lindas,
essas ficarão.

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